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LÓGICA IMPRÓPRIA, por Floriano
Martins
 
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LÓGICA IMPRÓPRIA
Por Floriano Martins
Eu te persigo como uma lua
envelhecida
refazendo as nódoas do vento em
sua memória,
ou ruas abandonadas que se
recusam a aceitar
não serem mais a rota do fogo ou
da seda.
Eu te persigo em busca da ruína
de meu corpo,
que foi lavrada na argila
manhosa de teu amor.
Não me virás uma vez mais com
teus moinhos
de beijos, efeitos alquímicos,
sopros de vida,
orgasmos escritos ao contrário,
flor de enigmas.
Eu te persigo como uma tonelada
de peixes
mortos denuncia a falta de mar
em mim.
Não penso em deixar de morrer.
Fecho os olhos
e persigo, alheia às linhas de
minha mão,
o teu fim como se fosse meu
último orgasmo.
Gentileza::
agulha@rapixonline.com.br
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